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sábado, 10 de setembro de 2016

ADMINISTRAÇÃO E POLÍTICA

Como seguir além de uma administração política sem fixação ideológica ou teológica? Penso que para alcançarmos este estágio teremos que extirpar de nossa sociedade alguns paradigmas que foram incrustados e se tornaram hábitos negativos, vícios de diversas ordens. Não se trata de discutir Administração Política dentro de um viés estereotipado em filosofias já obsoletas ou que não provaram serem benéficas para uma formação do Homem Integral e ficaram estagnadas no determinismo do século XIX. Discute-se neste país a legalidade uma escola politizada ou não como se assim possamos melhorar as competências que carecemos nas séries iniciais a fim de que tenhamos uma prontidão necessária e suficiente para formar os Competentes de Conhecimento que o país carece. 
Hoje me dei ao trabalho de aproveitar após a leitura um post de O Antagonista para fazer algumas reflexões e em alguns trechos deste post o autor expressa um sentimento que deve afetar a muitos brasileiros, mesmo aqueles que persistem em se fixar no passado e seguir sem refletir palavras de ordem que não servem nem como retóricas para entusiasmar o mais simples dos humanos de que o futuro poderia começar hoje se fosse possível enterrar um passado insensato, improdutivo, incompetente, medíocre que agregou, até agora, nenhum valor, nenhuma ética e nenhuma estética que mereça o nome de Política, de Cultura, de Desenvolvimento. E isto vem praticamente explícito nos últimos resultados divulgados pelo IDEB. Não discuti-los agora, mas sempre tenho mostrado que precisamos transformar o modelo arcaico de educação, mas é com leis medíocres que procuram opções entre escolas com ou sem partido que iremos mudar o país, mas com escola com política em sentido científico e não predatório que procura dogmatizar em lugar de criar o Pensar Político. É bastante amedrontador o modelo de imbecilização da juventude que perdura na Administração Política do Brasil.

09 de Setembro de 2016


Para ressuscitar um cadáver político


Por Mario Sabino

O PT sonha com um cadáver para chamar de seu e, nesse devaneio, conta com os jovens que alegremente se prestam ao papel de massa de manobra nas manifestações contra o governo de Michel Temer.

Um jovem morto pela polícia, em especial a de São Paulo, seria o “mártir” necessário para chancelar aos olhos do mundo que o impeachment de Dilma Rousseff foi um “golpe parlamentar”. Um jovem branco e universitário seria o “mártir” ideal para fazer grande parte da classe média brasileira voltar-se contra os atual inquilino do Palácio do Planalto e exigir as eleições gerais que, na fantasia petista, proporcionarão a Lula reocupar a Presidência da República – a única forma de o capo garantir foro privilegiadíssimo.

Muita gente se pergunta como é possível que jovens esclarecidos acreditem na mentira do “golpe parlamentar” e saiam por aí achando que estão em 1964, em luta contra a instauração de uma ditadura. A resposta é que eles não são esclarecidos. No ensino médio e nas universidades, sofreram lavagem cerebral por meio da doutrinação esquerdista que lhes é imposta como currículo obrigatório.

Não é de hoje que isso ocorre. Há quase quarenta anos, quando eu estava na faculdade, ainda sob o regime militar, havia aulas de marxismo. A doutrinação vinha disfarçada sob o nome de “Metodologia Científica” e “Problemas Filosóficos e Teológicos do Homem Contemporâneo”. Você se espantou com o “teológicos”? Não deveria. O marxismo é uma espécie de religião. Mais dogmática do que a católica.

Com a redemocratização do país, a doutrinação avançou sem medo de ser feliz e foi determinante para o PT conquistar o eleitorado jovem urbano. Agora, pode produzir um cadáver de verdade para ressuscitar um cadáver político.

Nossos alunos são péssimos nas disciplinas que nos dariam passaporte para a modernidade, mas ótimos em recitar clichês da esquerda. Eu recomendei aos meus filhos que, para obterem boas notas em redação, história e geografia política, escolhessem os argumentos com os quais eu jamais concordaria. Sei que não sou o único pai responsável.

No geral, apoio as premissas do movimento Escola sem Partido, que tenta reagir ao teatro do absurdo encenado no ensino brasileiro. O país, porém, é tão esculhambado que o movimento ganhou um ator de filmes para adultos como um dos seus porta-vozes. É a pornografia no combate à necrofilia ideológica do PT.

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