L.I.D.E.R. Ideias e Princípios

L.I.D.E.R. Ideias e Princípios
Imagem da Capa do Livro

domingo, 23 de dezembro de 2012

Quatro Modelos para uma Administração Integral


A pesquisa revela que muitas pessoas experimentam mudanças fundamentais em seus sentidos de self [ego] e em seus modos de estar no mundo. Embora as experiências individuais de pessoas diferiram amplamente, uma linha dourada de comunalidade brilha através deles tudo o que envolve  uma ampla visão radical de mundo e redefinição de identidade, enquanto significado, e propósito de vida.

De acordo com as idéias (princípios) que formulei para definir uma Administração Integral, pelo menos quatro modelos fundamentais são importantes como bases primárias, os quais absorvem os demais modelos secundários e terciários que se combinam na cotidianidade para fortalecer as posições comportamentais das pessoas em todos os ambientes e, em particular, no ambiente empresarial.

Esses quatro modelos são os pilares de algo mais grandioso que concerne à própria concepção milenar do Homem Total (ou do Ser Total, usando aqui uma expressão do Prof. Caravantes) que foi, através dos vários ciclos da existência planetária, ora ampliado, ora reduzido. Agora, neste novo século (e novo ciclo), parecem, estes modelos, estar retomando o rumo em busca de um equilíbrio dinâmico em substituição ao equilíbrio estático ou estabilidade que foi perseguido, e até concretizado pela sociedade materialista, ao longo dos últimos séculos desde Galileu e Newton até o final do século 20.

Os quatro pilares que chamo de modelos primários são: o Modelo Noosférico – que reúne as inteligências espirituais e intelectuais; o Modelo Hilosférico – que se ocupa das inteligências materiais; o Modelo Biosférico – que, entre outras, reúne as inteligências emocionais; e o Modelo Logosférico – que é responsável pelas inteligências racionais as quais estão diretamente envolvidas com o lado esquerdo da mente;



Estes modelos são básicos para o desenvolvimento das pessoas e foram responsáveis pelos vários modelos mentais que o homem construiu ao longo dos milênios desde a era paleolítica, para marcar um momento no tempo planetário. Para uma Administração Integral estes Modelos devem agir e serem trabalhados de forma integrada e não isolada. O uso isolado ou independente de um desses modelos pode gerar resultados indesejados para os negócios e para as pessoas.

Podemos arriscar a dizer que graças à construção de modelos mentais o indivíduo primitivo, o hominídeo, nômade, solitário, perdido nas paragens perigosas do Planeta, conseguiu sobreviver e prosperar. Graças à construção de modelos mentais foi possível àquele indivíduo se tornar Homo Sapiens e, mais tarde Homo Sapiens-Sapiens.

A nova sociedade do conhecimento e da informação, que evolui desde a metade do século 20, está a exigir das organizações novos rumos e novas posições sociais e econômicas para uma sociedade onde todos ganhem incluindo o próprio Planeta.

Não estou aqui defendendo princípios relacionados com os propalados sobre aquecimento e desaquecimento global, mesmo porque as mudanças climáticas são um processo natural da própria existência do Planeta no Cosmo, desde que este Ente se consolidou na diversidade cósmica, ressalvados os erros cometidos pelo homem em sua ambição negativa em busca da riqueza material em detrimento da riqueza natural.

O que quero tratar como Administração Integral está dentro de um contexto que vem sendo discutido por vários programas científicos em diversos países, em especial no Ocidente. Cito dois entre vários sites que vêm tratando destes temas que são: http://www.integralworld.net, que tem como um dos principais mentores o Ken Wilber, e o http://ions.org/ (de onde coletei a epígrafe deste artigo). Não podemos esquecer, aqui, a contribuição de T. Chardin que acenou com os primeiros passos para a designação dos conteúdos destes Pilares ou Corpos de Ser que estamos aqui expondo.

A Administração Integral ocorre dentro de um contexto que nasceu no Instituto Integral (II) como um dos braços denominado de Integral Management. Outros braços deste Instituto são:
Integral Psychology, Integral Politics, Integral Medicine, Integral Education, Integral Law and Criminal Justice, Integral Arts, Integral Ecology, Integral Spirituality.

Nossa preferência por Administração Integral em lugar de Gestão Integral deve-se a que, segundo o propósito que imprimimos no Ambiente SHENG Administrar é superior e mais amplo que Gerir. Mais ainda, na qualificação profissional sempre estamos discutindo o papel do Administrador e não do Gestor, visto que este é um apêndice daquele ou um suporte para a realização do Fazer, enquanto aquele é o construtor do mapa de viagem que requer ou exige muito do Pensar.

Considerando em sentido estratégico, o Administrador em uma organização deve Pensar sistemas estratégicos e prospectivos para um negócio enquanto o Gestor deve ocupar todo o seu tempo para fazer acontecer as estratégias pensadas, ou seja, gerenciar o fazer certo e sempre da primeira vez as coisas dentro do negócio.

Entre os membros do Integral Business encontram-se alguns nomes que já são nossos conhecidos em disciplinas de Administração. Aqui está a composição atual do quadro de membros fundadores deste braço do Instituto: Warren Bennis, Bob Richards, Fred Kofman, Sam Bercholz, John Forman, Tony Schwartz, Ian Mitroff, Jim Stuart, Eric Klein, Bob Anderson, Joann Neuroth, John Cleveland, Marilyn Hamilton, Michael Putz, Daryl Paulson, Tami Simon, Leo Burke, Geoffrey Gioja, Michel Bauwens, Paul Landraitis, Rick Strycker, Larry Greene, Yasuhiko Kamura, Deepak Chopra, Jordan Gruber, Byron Belitsos, Fred Studier, Joe Firmage.

O Instituto trabalha para realizar sua Missão que é: Despertar a humanidade para a autoconsciência total. Administrar no sentido de uma autoconsciência holística é também o propósito principal de uma Administração Integral como estamos formulando e vimos discutindo em nossos artigos, ensaios nos meios que temos à disposição e, sobretudo, nossos Blogs.

Vale ressaltar que está entre os propósitos do IONS também desenvolver a conscientização do ser e busca de sua total conexão com o sentido da vida. Segundo sua missão, o IONS pretende Avançar com a ciência de consciência e experiência humanas para servir à transformação individual e coletiva.

As nossas atividades no Projeto SHENG são desenhadas tendo como escopo a busca do equilíbrio destes quatro pilares, modelos ou Corpos de Ser que apresentamos aqui, e dos quais iremos discutir com mais detalhes sempre que possível neste e outros Blogs. Consideramos a equilibração destes pilares a melhor forma de sustentabilidade para o homem e para o Planeta.

Os demais discursos sobre desenvolvimento sustentável e outras modas que os chamados experts oferecem aos consumidores de artigos e relatórios acadêmicos são meros arranjos para atrair (e, às vezes, dominar) o senso comum e marcar presença no ambiente comunicacional popular e científico dos países, em particular aqueles em desenvolvimento.

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domingo, 13 de março de 2011

ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA TECTÔNICA

ESTRATÉGIA TECTÔNICA

Começo a apresentar neste e nos próximos artigos as idéias básicas que me incentivaram a desenvolver os princípios para uma Administração Estratégica Tectônica, trazendo para dentro das Ciências Sociais algumas abordagens de uma ciência da terra a Sismologia. Esta é mais um caminho para unificação do pensamento científico, uma vez que em um ambiente holístico não existe conhecimento fragmentado e todos se somam, independente de suas bases científicas.

O estudo da Tectônica que, a princípio, está atrelado, às ciências da terra pode contribuir para que possamos desenvolver ferramentas e princípios para lidar com os abalos sociais, econômicos, psicológicos, etc.

Este artigo continua as idéias que venho discutindo neste Blog. Embora estejam sendo expostas agora - não pelo fato da ocorrência de um abalo sísmico que ocorreu esta semana no Japão -, desde os idos dos anos 90 do século passado que havia iniciado algumas discussões sobre a importância do estudo geofísico de fenômenos terrestres como terremotos, maremotos, tornados, furacões, etc. como apoio à tomada de decisões e desenvolvimento socioeconômico. Muitas destas discussões ocorreram nos momentos de happy hour com o saudoso amigo Ruy Bacelar que muito me incentivou para que desenvolvesse princípios que pudessem resultar em uma Administração Tectônica.

Cada ocorrência de fenômenos geossismológicos me estimulava a continuar escrevendo rascunhos que me ajudassem na construção de alguns princípios para delinear esta abordagem administrativa. Na busca de materiais que pudessem me ajudar a completar algumas idéias encontrei o trabalho de um cientista russo (Bogdanov 1922) sobre o qual já fiz referência em artigo anterior que desenvolveu princípios teóricos para o que ele denominou de Tectologia. Foi um achado importante.

Por outro lado, tenho percebido que muitos estudiosos e profissionais/cientistas sociais da área de negócios e de economia tem nas entrelinhas de seus artigos se utilizado de expressões como: "turbulências", "perturbações e abalos econômicos", "crises e choques sociais e econômicos" e tantas outras, sem, contudo, se interessarem pelos valores transdisciplinares e por uma visão holística da ciência e mostrar que o Conhecimento é um conjunto holográfico cujos fragmentos têm uma representação do todo como nas partes de um holograma.

Assim, convido aos colegas administradores e cientistas sociais, bem como nossos estudantes para, a partir de agora compartilharem comigo algumas discussões sobre Administração Estratégica Tectônica como mais um produto SHENG que colocamos à disposição das organizações. Para mim a teoria por si só não tem qualquer importância se não puder ser convertida em teoria útil para a prática dos negócios. Idéia boa tem que ser também idéia útil ou então ficará perdida nos labirintos do cérebro do seu criador.

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Educação, Desenvolvimento e Planejamento

Começo discutindo Desenvolvimento. Em meu conceito, um Plano de Desenvolvimento deve possuir um Foco. É muito difícil um Plano ter sucesso se não possuir um Foco bem definido, para o qual serão norteadas todas as energias, todos os esforços, todos os recursos disponíveis (ainda que escassos em sua forma conceitual).

Aqui dois extremos que não são antagônicos e nem radicais são importantes: a Visão e o Foco. É quase difícil senão muito complicado iniciar um negócio, um projeto, um propósito em qualquer setor da vida, em qualquer ambiente: social, econômico, cultural, educacional, governamental, empresarial se não ocorrer a construção e a declaração de uma Visão e de um Foco.

O que vemos, normalmente, é que tanto no nível (ambiente) governamental, quanto no ambiente empresarial, as pessoas, os diretivos, os executivos públicos e privados, anunciam que estabelecem visões para seus negócios, mas pouco se percebe onde desejam chegar e para onde são dirigidas essas visões.

Agora podemos discutir a Educação no Brasil. Leio em jornais, revistas, nas mensagens da Internet sobre os resultados da educação brasileira em todos os níveis. Em todas elas falam os autores de um tal de PDE – Plano de Desenvolvimento da Educação, o qual já rola pelas mesas burocráticas por um bom tempo e do qual não vemos muitos resultados substantivos em termos de conteúdo formativo em conhecimento, aprendizagem, capacitação, formação de uma consciência crítica para os estudantes brasileiros. Pelo menos é o que tem mostrado alguns dos testes como o PISA, que para mim não diferem muito dos exames que os alunos são AINDA obrigados a fazerem nas classes para provar (obviamente) que nada aprendeu durante um ano letivo, mas que terão que ficar dentro da média para mudar de classe.

Mesmo não aceitando esses exames, eles oferecem, no mínimo, uma abertura para que possamos ver que não estamos preparados para discutir questões óbvias de ciências, filosofia, línguas, etc., visto que se nossos estudantes pelo menos soubessem LER, INTERPRETAR, DESENVOLVER, ESTUDAR e REAPRENDER (L.I.D.E.R.) talvez eles não precisassem decorar textos para fazer provas e nem estas seriam necessárias para provar que alguém sabe realizar com proveito e eficiências estas cinco artes que compõe o Sistema L.I.D.E.R.

Mas, o que fazem com nossas crianças e jovens e, por que não, com nossos acadêmicos? O que vem acontecendo há séculos. Sim. Há séculos que vimos utilizando neste país o mesmo método “didático-pedagógico” que impõe ao estudante decorar para passar de ano. E apesar da decadência e da duvida no valor deste método conseguimos ter profissionais (e até cientistas) de gabarito em várias áreas de conhecimento.
O que difere aqueles que conseguiram se tornar profissionais e cientistas de renome daqueles que não conseguiram sequer concluir o curso elementar, médio ou superior, estudando em um ambiente pedagógico sem VISÃO, sem FOCO, sem conteúdo formador e transformador? Não creio que os bem sucedidos eram gênios de primeira linhagem (e até podiam ser!). Eles eram (e são) normais como outros mortais que freqüentam os nossos colégios e suportam a carga metodológica de professauros em diversas matérias e disciplinas. Creio, e aqui vou arriscar um palpite, que nossos grandes profissionais e cientistas são resultados de um processo de autoconhecimento e auto-formação ou, possivelmente, de uma visão positiva do futuro que eles traçaram como FOCO para si mesmo.

Então, em lugar de ensinar tantas matérias, tantas disciplinas meramente racionais e mediocremente assentadas em pautas fragmentadas de conhecimento, que nem mesmo os docentes sabem explicar por que, deveriam antes de tudo – e de forma propedêutica (será que ainda se lembram esses professauros o que significa isto?) – procurar ensinar-lhes a ser eles mesmos e a usarem suas próprias idéias e visões para desenvolver-se e alcançar o nível de aprender a aprender, primeiramente. Aprender a PENSAR e não a DECORAR. Mas não a pensar com o pensamento dos livros e dos docentes que lhe tentam ensinar algo que não é feito pelos próprios alunos.

Em outras palavras, deveriam ensinar os garotos e garotas a acreditarem em seus sonhos ou a formularem seus sonhos de vida e a partir deles suas visões de futuro positivas, e não a aprenderem os sonhos de seus professauros ou ser o que estes querem que sejam: iguais a eles. É isto que essa metodologia medíocre faz com os estudantes; por isso, quando vejo um estudante reprovado em um exame para mim são os seus professores que estão sendo reprovados; são os seus diretores que estão tendo uma administração reprovada; são as secretarias de educação e o próprio ministério que estão sendo reprovados; é um PDE que esta sendo reprovado.
Agora vejamos o que sucede com o Planejamento, tomando aqui como modelo o próprio PDE. Qual a visão do PDE, qual o seu FOCO? Não sei e nem tenho idéia de como os planejadores realizaram esse PDE, mas quando vejo um plano que quer realizar dezenas ou centenas de ações de uma só vez, ações que vão de criação e sustentação de creches até a criação de estruturas para novas universidades, para mim não se trata de um plano propriamente dito, mas de uma cesta de planos embutidos em um só, pois não é possível FOCALIZAR o desenvolvimento simultâneo dos projetos através de um mesmo organismo como o Ministério de (des)Educação para realizar um monstro administrativo desses.

Vem no bojo desse descalabro do ensino brasileiro (como muito bem salientou o Prof. Darcy Ribeiro, que tentou mostrar e até mostrou alguns caminhos para que se promovesse uma revolução educacional no país) um item fundamental que é a QUALIDADE. Se realizarmos uma apreciação do PDE segundo os pressupostos do KAIZEN ele seria de logo descartado como projeto ou plano para uma educação de qualidade. Aqui, KAI = MUDANÇA e ZEN = BOM (ou a MELHORAR) o que implica que Kaizen quer dizer mudar para melhor ou melhorar continuamente. Não tem nada com reformas. Nada disso me parece conter o PDE pelo menos em sentido além da retórica política.

Desde a república dos militares até hoje o que mais se tem falado é em EDUCAÇÃO. Quase, senão todas, as plataformas políticas de candidatos (para focalizar somente aqueles na nova república pós-militares – não falo em ditadura porque esta ainda continua sob o rótulo de democracia para enganar os trouxas e os crédulos em ideologias históricas – que assumem o papel de reformadores do cenário político nacional) apresentam “programas” voltados para a EDUCAÇÃO, mas nenhum, até agora, teve a coragem de realmente realizar um Kaizen no Ministério da (des)Educação. Por quê?
Para concluir, vi na Internet (e baixei para melhor apreciar) um vídeo que tinha como título: “Ler devia ser proibido”, divulgado pela UNIFACS, no qual o autor mostra como a leitura é importante, talvez mais importante mesmo, no meu conceito de educação, do que ralar cinco, dez, vinte anos em bancos de escolas, colégios e faculdades para obter um título ou diploma. Nada contra estudar em regime formal, mas LER antes de ESTUDAR é muito mais gratificante e mais proveitoso para a nossa formação a qual vai se completar através do estudo (formal ou não). Talvez aqui resida o fracasso dos famigerados exames como o PISA. Creio que, além do Kaizen para o dito Ministério também seria importante que se aplicasse nele um Projeto L.I.D.E.R. Talvez tudo ficasse diferente e além dessas reformas e planos mirabolantes para enganar os tolos eleitores e os ditos partidários ideológicos de todas as direções da rosa dos ventos política.

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

ADMINISTRAÇÃO, 45 ANOS

"Qualquer coisa que aconteça
Acontecerá para o seu bem;
O que está acontecendo,
Está acontecendo para o seu bem;
O que vai acontecer,
Também acontecerá para o bem
"
Bhagavad Gita

Hoje é um dia especial. Por isso não vou falar de técnicas, princípios e teorias de administração. Apenas vou postar idéias que penso sejam próprias para reflexões nesta data.

Amigos e Colegas Administradores:

Hoje não tenho muitos motivos para comemoração, mas apenas para reflexão e alerta sobre os cenários (possíveis e não possíveis) de ocorrer para os próximos cinco a dez anos. Sei que estou falando de algo óbvio. Mas, está justamente na nossa deficiência de percepção de detalhes (e o óbvio é apenas um detalhe) que nos deixamos levar pelas correntes ideológicas medíocres que estão assolando o país e o continente.

Como agentes de mudança, uma das nossas tarefas é o exame e o diagnóstico do estado de coisas que está operando dentro e fora de nossas organizações e, em especial, de nossa organização mental que vive presa (em muitos casos) aos modelos de ontem.

Acredito que já temos um bom plantel de administradores caminhando para um nível de maturidade significativo, visto que estamos há 45 anos de vantagem sobre as questões administrativas. Isto é importante e deve ser levado em conta nos momentos em que temos de tomar e implementar decisões.

Decidir em um país instável não é fácil e nestes 45 anos tivemos alguns exemplos interessantes de como não administrar um negócio, uma cidade, um país em situações críticas ou adversas sem levar seriamente em consideração os cenários críticos e adversos para permanecer em zonas de conforto que não agregam valor à vida, aos negócios, às pessoas e ao país.

Se Administrar é Mudar devemos fazer algumas reflexões, agora, sobre nossas próprias mudanças, administrando nossos conhecimentos, nossos comportamentos, nossas necessidades de sucesso.

Devemos estar conscientes de que estamos vivendo um mundo de novas e interessantes ideologias e que aquelas que ficaram lá nos muros da vergonha já não são mais agregadoras de valor e nem de vida.

Se desejamos um mundo melhor, mais educado, menos violento, menos corrupto, mais ético e moralizado, um mundo ganha-ganha em nossas comunidades, em nossas organizações e em nosso país, devemos pelo menos começar ou recomeçar uma nova década voltada para o desenvolvimento e não para uma (falsa) estabilidade negativa.

Acredito na Administração Consciente e Integral e nos Administradores verdadeiramente profissionais, por isso acredito que iremos promover as mudanças que todos anseiam a partir de agora, apesar das aberrações ideológicas que ainda estão vagando pelos quatro cantos deste país.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

MAIS UMA VEZ O “ERRO BRILHANTE” DA NATUREZA

É interessante como às vezes um tema gera debates produtivos e improdutivos. Em alguns casos mais improdutivos do que produtivos quando não acrescenta nada em termos de conhecimento e nem mesmo de dúvidas (?) como base para a aprendizagem.

É o que acontece quando lançamos um tema discutível e discursivo como este que trata de nossa própria formação considerando o contexto dos Quatro Elementos ou dos Quatro Grandes Vetores que completam o Ser Humano, como sejam: Espírito, Corpo, Emoção e Mente ou, pelo formato grego: Noosfera; Hilosfera: Biosfera e Logosfera.

Devido à nossa maior concentração de experiências aprendidas por imitação e, embora em menor escala, por criação, temos uma tendência interessante de ligarmos nossa formação material de imediato a poderes divinos seguindo uma base tradicional, conservadora de “acreditar” que uma força poderosa é responsável por tudo o que somos e o que fazemos.

É o tipo de discussão que sempre vem à tona quando estamos lidando com a evolução do Homem, seja em sentido material, seja em sentido cultural. Disto surgem as idéias que atribuem a nossa condição atual a uma regra de evolução ora divina, ora natural.

Para mim, qualquer dessas vias de evolução é interessante porque o que defendo como “erro brilhante da natureza” pode ser sustentado por ambas. A via divina defende que o homem nasce de uma luz que se faz por obra e graça do Espírito Santo e se consolida na forma de dois seres que habitam um ambiente natural, puro, sagrado e imutável ou completo, até que ambos resolvem provar de uma árvore que representava a Sabedoria.

Esta atitude os leva a perder o caráter de imortal e, para sobreviver têm que realizar trabalhos que até então não eram parte de suas vidas. Em outras palavras, enquanto não conheciam ou tinham acesso à Sabedoria aqueles dois seres se sentiam como animais completos naquele ambiente natural.

Portanto, ao nascer para a Sabedoria eles se tornaram seres inconclusos, embora esta via religiosa não interprete assim. Interessante nesta discussão é que a palavra religião que dizer, justamente, isto: re-ligar e isto implica que, não estando efetivamente ligado, o indivíduo esta incompleto sendo preciso, enfim, Conhecer ou Saber para conseguir re-ligar-se a fim de sobreviver no mundo.

Assim aconteceu, por esta via divina, com os nossos antepassados primitivos quando conseguiram ficar em pé e usar com eficiência criativa as mãos. E foi pelas mãos que o homem colheu aquela maçã que o fez saber-se um ser inconcluso. Até aquele momento ele não sabia que possuía uma ferramenta poderosa que lhe foi ofertada pela natureza, apesar de esta natureza não lhe ter criado como um animal completo como os demais.

Aqui começa a outra via de discussão, a qual não é aceita pelo grupo da evolução divina. Ao descobrir as mãos como uma importante ferramenta, aquele ser primitivo começa o seu ciclo de evolução no sentido de busca da Sabedoria cuja árvore está dentro de si mesmo e não em um paraíso.

O processo de hominização e humanização tem seu inicio na descoberta das mãos com o que foi possível melhorar o nosso cérebro em sua utilização não somente como equipamento de proteção, mas como um brilhante equipamento de criação. A partir deste momento os demais equipamentos de sobrevivência, tais como o sistema nervoso autônomo que era usado apenas para mantê-lo fisicamente vivo; os sentidos que eram usados apenas por impulso derivado do primeiro sistema e outros elementos orgânicos começaram a sofrer mudanças fantásticas.

Entre estas mudanças está a capacidade que ganhou o cérebro de decodificar o que os olhos percebiam e observavam como informações que até então eram usadas para fins de defesa e passam a ser utilizadas além dessa necessidade de segurança. É o começo do Pensar ação esta que é resultado da evolução da capacidade de perceber e de observar. Isto pode ser visto normalmente através do desenvolvimento de uma criança.

Assim, nosso cérebro como principal equipamento de nossa incompletude começa a buscar caminhos que possam nos levar a sermos seres completos e tudo começou com a percepção da importância das mãos como ferramenta de criar ferramentas. Se nisto existe algo de divino somos todos gratos. Se se trata de uma evolução natural, também somos gratos.

O importante, nisto tudo, é que ainda não conseguimos a desejada completude e continuamos nossa jornada no sentido de, algum dia, completarmos efetivamente nossos Quatro Elementos, tornando-os harmoniosamente equilibrados e, assim, pagarmos o tributo que devemos à mãe Natureza e a nosso Planeta.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O HOMEM COMO UM ERRO BRILHANTE DA NATUREZA

Venho discutindo com meus estudantes (há anos) sobre o Desenvolvimento Humano e a importância de aprendermos algumas artes tão importantes como as que são propostas no Sistema L.I.D.E.R. (do qual tratarei em breve).

Um dos pontos críticos que discutimos refere-se à angústia do Homem em sua luta para se completar como animal, uma vez que, entre os animais criados pela Natureza ele é o menos completo ou o inconcluso, tanto física quanto mentalmente.

Como podemos identificar esta incompletude? Quais os recursos que as ciências e o conhecimento humano atual dispõem para discutir as razões de o homem ser um Ser Inconcluso?

Este artigo (iniciado em 2007) tinha por objetivo expor algumas idéias que pudessem ajudar na identificação de respostas ou hipóteses para as questões aqui indicadas. Interrompi a sua construção para atender a outras necessidades de trabalho e de elaboração de artigos para os Blogs. Como aconteceu entre a Natureza e o Homem, a incompletude do artigo foi interessante porque neste intervalo de tempo pude ler muito mais material sobre os meus temas preferidos e relacionados com desenvolvimento de sistemas humanos.

Embora não existam muitos materiais escritos sobre um tema como este, visto que tudo que se produz em sentido literário (em sua maioria) e em sentido científico (também de forma ampla), como estudo do Homem e da Natureza, está orientado pela visão de uma metodologia cartesiana, reducionista e analista fragmentadora. Isto nos leva a admitir que, no momento, parece temeroso falar ou escrever sobre proposições que fogem do paradigma aceito e assentado pela academia e pelos estudiosos (com raríssimas exceções).

Assim é que escritores, estudiosos e pesquisadores têm pouco divulgado suas idéias, teses e hipóteses sobre uma temática Natureza-Homem que chegue a abordar o surgimento do Homo Sapiens como um erro da natureza. Tal erro, segundo minha perspectiva de estudo, parece-me que foi um erro brilhante, tendo em vista que, se na formação desta espécie animal não se chegou a completar a sua estrutura de cérebro, como ocorreu com os outros animais, ao começar a se conhecer melhor, o próprio Homem tentou e vem tentando encontrar essa completude.

Isto foi suficiente para que ele usasse a parte de seu cérebro, ainda em construção intelectual e incompleta em relação aos instintos de sobrevivência, para aprender a PENSAR e a FAZER as coisas de que carecia para poder continuar vivendo e sobrevivendo no mundo natural neste Planeta.

Neste campo de discussão vejo com bons olhos os trabalhos de Ken Wilber e de Marcelo Gleiser como muito interessantes para começarmos a entender melhor porque somos diferentes dos demais seres vivos.

Embora ainda não tenha lido de todo, pelo seu prefácio o livro de Gleiser: A Criação Imperfeita, dá para entender que o autor está perseguindo razões que justifiquem a incompletude do Homem, a eterna luta em busca do seu significado no cosmo. O mesmo encontramos no livro de Wilber O Projeto Atman.

Como identificar a incompletude do Homem em relação aos outros animais? Mostro isto aos estudantes usando como exemplo o nascimento de um animal, no caso uso o nascimento de um cavalo. Este animal já está completo em relação aos fatores básicos para sua existência e sobrevivência no mundo natural. Desde o nascimento ele já sabe fazer sozinho desde os primeiros movimentos até a busca pela alimentação, dependendo, muito pouco (ou quase nada: no caso apenas do leite materno no início) da mãe e de outros animais semelhantes, para sobreviver.

E o Homem? E nós, por que às vezes levamos a vida inteira dependendo da ajuda de outros para não perecer no ambiente natural?

Tal interrogante vem reforçar a minha idéia de multivíduo que expresso em outro artigo e justifico isto com a expressão O que é o Homem senão um Universo de Homens?

No Ambiente SHENG de estudo do Desenvolvimento e Amadurecimento de Sistemas Humanos (DASH) nosso interesse maior é elevar a pessoa do nível de indivíduo ao nível de multivíduo fazendo compreender que só é possível alcançar alguma forma de completude quando estamos vivendo em harmonia com o Outro e com a Natureza e não contra ambos (o Outro e a Natureza).

Neste sentido, nosso Programa CACHHH (Cooperação, Amorização, Colaboração, Humorização, Harmonização e Humanização) representa um dos caminhos para que a pessoa possa encontrar o seu nível de multivíduo, sobretudo quando se tem que viver e conviver com os abalos e movimentações organossísmicos que estão em todos os ambientes por onde anda o ser humano.

Vamos discutir nesta série de posts alguns temas relacionados com os fatores de superação da incompletude do Homem e relacionados com o Programa CACHHH e o Sistema L.I.D.E.R., bem como a importância de criarmos uma metodologia educacional que privilegie a formação do Homem Integral através do aperfeiçoamento dos seus quatro corpos principais: Noosfera, Biosfera, Hilosfera e Logosfera.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Administração é Essencial e a Gestão é Funcional – Parte II

Geralmente eu uso a palavra gestão quando estou me referindo aos elementos estruturais de desempenho de atividades e quando os elementos estruturantes estão funcionalmente atuando sobre os elementos aestruturais e envolvidos com a realização das ações projetadas para uma organização; e ainda mais porque esta palavra é fácil de ser assimilada pelos leitores ou executores das atividades gerenciais. Também a uso porque as pessoas que atuam diariamente sob a condição do senso comum procuram usar com freqüência em suas conversações diárias a palavra gestão para se referir ao trabalho gerencial ou mesmo de direção e coordenação dentro de uma empresa.

Contudo, torna-se necessário que as pessoas que atuam nos postos-chave de uma organização e que estejam exercendo ações e atividades administrativas não se utilizem do mesmo recurso de dizer que são gestores ou que estão desempenhando a gestão de suas áreas de trabalho porque eles estão mais além desta condição. Eles estão administrando e gerindo e não apenas gerindo uma área de negócio. Advirto meus estudantes para esta distinção entre o que se faz com senso comum e o que procede segundo critérios científicos.

Assim sendo, uma forma de se posicionar em relação ao uso destas duas palavras é observando que Administração é Ação (o que, quando e quanto) enquanto que Gestão é Atividade (como, onde e quanto). Em outras palavras: Administração é Eficácia e Gestão é Eficiência. Fazendo assim, torna-se mais fácil assumir o papel que realmente cabe a cada um no ambiente empresarial ou institucional. É importante salientar em relação à temporalidade que Ação aqui resulta em “produtos” intangíveis, imperecíveis, enquanto que os “produtos” resultantes da Atividade são tangíveis e perecíveis.

O profissional de Administração tem que ser formado com capacidade para realizar estas duas dimensões. E aqui entra o importante papel do Professor como administrador e gestor do conteúdo de suas disciplinas além, naturalmente, da significativa importância da interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade para a formação de um profissional de Administração.

Isto que dizer que o trabalho do Administrador é pensar e agir sobre o que, quando e quanto deve ser feito para se produzir algo, enquanto o trabalho do Gestor é fazer e atuar sobre o que deve ser feito e como, onde e quanto ser feito para que a organização seja bem sucedida em suas ações de desempenho, coopetitividade e lucratividade. A reunião dos dois resulta em efetividade para a empresa, instituição, etc.

Quero salientar, por exemplo, que, em se tratando de Administração e Gestão Estratégica, tem-se que: Estratégia é a Realização da Administração com a Gestão, isto é, que enquanto o Administrador estabelece os parâmetros da Estratégia (Eficácia) o Gestor realiza os parâmetros da Tática (Eficiência) para que a Operação seja bem sucedida (Efetividade), tudo isto em conjunto harmonioso dentro da simultaneidade sistêmica que permite a efetivação das ações e das atividades negociais. Considerando os produtos SHENG nós promovemos isto através do sistema CACHHH (cooperação, amorização, colaboração humorização, harmonização e humanização).

Existem autores (e pesquisadores) que estão escrevendo artigos e livros nos quais ressaltam que estamos saindo da era da Administração Estratégica para a da Gestão Estratégica, ou seja, do meramente pensar a Estratégia para o importante momento de fazer a Estratégia, e mais: de o que seja Estratégia para o como é a Estratégica e assim seguindo para todas as demais áreas que compõem uma organização. Para mim está havendo um erro de ênfase, tendo em vista a preocupação dos estudiosos, e também dos gerentes, com a competitividade quando, a partir de agora é mais importante estar atento para as variáveis que compõem a coopetitividade, orientando-se as empresas mais para vantagens comparativas, intuitivas, emocionais, cognitivas entre concorrentes, do que meramente para o confronto competitivo com os concorrentes.

Em suma, ambas são dimensões importantes para que os negócios sejam bem sucedidos, mas não adianta investir somente na formação de gestores em detrimento do desenvolvimento humano em administração, a menos que não se deseje obter resultados negociais e não se esteja interessado na efetividade organizacional. Penso que foi isto que ocorreu com o pessoal do curso de Gestão Ambiental, o qual, neste caso, estava orientado mais para como operacionalizar as questões ambientais desde o foco bio-ecológico, do que para administrar as questões ambientais negociais e, por isso, não lhe interessava as abordagens científicas próprias para aqueles que se dedicam a um aperfeiçoamento em administração e gestão de negócios.

Leituras sugeridas para orientar os profissionais e estudantes sobre esta discussão:
CARAVANTES, G. e BJUR, W. ReAdministração em Ação. São Paulo: MAKRON Books, 1996.
GUERREIRO RAMOS, Alberto. Administração e Contexto Brasileiro. Rio de Janeiro: FGV, 1983.
HENDERSON, Hazel. Construindo um mundo onde todos ganhem. São Paulo: Cultrix, 1998.
MORGAN, Gareth. Imagens da Organização. São Paulo: Atlas, 1996.
SILVA, J. M. da. A avaliação profissional e o processo educacional brasileiro: reflexões sobre a qualidade integral na educação. Vitória da Conquista: UESB, 2004.
WRIGHT, P., KROLL, M. J. e PARNELL, J. Administração Estratégica. São Paulo: Atlas, 2000.

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