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Livro Digital

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O HOMEM COMO UM ERRO BRILHANTE DA NATUREZA

Venho discutindo com meus estudantes (há anos) sobre o Desenvolvimento Humano e a importância de aprendermos algumas artes tão importantes como as que são propostas no Sistema L.I.D.E.R. (do qual tratarei em breve).

Um dos pontos críticos que discutimos refere-se à angústia do Homem em sua luta para se completar como animal, uma vez que, entre os animais criados pela Natureza ele é o menos completo ou o inconcluso, tanto física quanto mentalmente.

Como podemos identificar esta incompletude? Quais os recursos que as ciências e o conhecimento humano atual dispõem para discutir as razões de o homem ser um Ser Inconcluso?

Este artigo (iniciado em 2007) tinha por objetivo expor algumas idéias que pudessem ajudar na identificação de respostas ou hipóteses para as questões aqui indicadas. Interrompi a sua construção para atender a outras necessidades de trabalho e de elaboração de artigos para os Blogs. Como aconteceu entre a Natureza e o Homem, a incompletude do artigo foi interessante porque neste intervalo de tempo pude ler muito mais material sobre os meus temas preferidos e relacionados com desenvolvimento de sistemas humanos.

Embora não existam muitos materiais escritos sobre um tema como este, visto que tudo que se produz em sentido literário (em sua maioria) e em sentido científico (também de forma ampla), como estudo do Homem e da Natureza, está orientado pela visão de uma metodologia cartesiana, reducionista e analista fragmentadora. Isto nos leva a admitir que, no momento, parece temeroso falar ou escrever sobre proposições que fogem do paradigma aceito e assentado pela academia e pelos estudiosos (com raríssimas exceções).

Assim é que escritores, estudiosos e pesquisadores têm pouco divulgado suas idéias, teses e hipóteses sobre uma temática Natureza-Homem que chegue a abordar o surgimento do Homo Sapiens como um erro da natureza. Tal erro, segundo minha perspectiva de estudo, parece-me que foi um erro brilhante, tendo em vista que, se na formação desta espécie animal não se chegou a completar a sua estrutura de cérebro, como ocorreu com os outros animais, ao começar a se conhecer melhor, o próprio Homem tentou e vem tentando encontrar essa completude.

Isto foi suficiente para que ele usasse a parte de seu cérebro, ainda em construção intelectual e incompleta em relação aos instintos de sobrevivência, para aprender a PENSAR e a FAZER as coisas de que carecia para poder continuar vivendo e sobrevivendo no mundo natural neste Planeta.

Neste campo de discussão vejo com bons olhos os trabalhos de Ken Wilber e de Marcelo Gleiser como muito interessantes para começarmos a entender melhor porque somos diferentes dos demais seres vivos.

Embora ainda não tenha lido de todo, pelo seu prefácio o livro de Gleiser: A Criação Imperfeita, dá para entender que o autor está perseguindo razões que justifiquem a incompletude do Homem, a eterna luta em busca do seu significado no cosmo. O mesmo encontramos no livro de Wilber O Projeto Atman.

Como identificar a incompletude do Homem em relação aos outros animais? Mostro isto aos estudantes usando como exemplo o nascimento de um animal, no caso uso o nascimento de um cavalo. Este animal já está completo em relação aos fatores básicos para sua existência e sobrevivência no mundo natural. Desde o nascimento ele já sabe fazer sozinho desde os primeiros movimentos até a busca pela alimentação, dependendo, muito pouco (ou quase nada: no caso apenas do leite materno no início) da mãe e de outros animais semelhantes, para sobreviver.

E o Homem? E nós, por que às vezes levamos a vida inteira dependendo da ajuda de outros para não perecer no ambiente natural?

Tal interrogante vem reforçar a minha idéia de multivíduo que expresso em outro artigo e justifico isto com a expressão O que é o Homem senão um Universo de Homens?

No Ambiente SHENG de estudo do Desenvolvimento e Amadurecimento de Sistemas Humanos (DASH) nosso interesse maior é elevar a pessoa do nível de indivíduo ao nível de multivíduo fazendo compreender que só é possível alcançar alguma forma de completude quando estamos vivendo em harmonia com o Outro e com a Natureza e não contra ambos (o Outro e a Natureza).

Neste sentido, nosso Programa CACHHH (Cooperação, Amorização, Colaboração, Humorização, Harmonização e Humanização) representa um dos caminhos para que a pessoa possa encontrar o seu nível de multivíduo, sobretudo quando se tem que viver e conviver com os abalos e movimentações organossísmicos que estão em todos os ambientes por onde anda o ser humano.

Vamos discutir nesta série de posts alguns temas relacionados com os fatores de superação da incompletude do Homem e relacionados com o Programa CACHHH e o Sistema L.I.D.E.R., bem como a importância de criarmos uma metodologia educacional que privilegie a formação do Homem Integral através do aperfeiçoamento dos seus quatro corpos principais: Noosfera, Biosfera, Hilosfera e Logosfera.

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