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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Educação, Desenvolvimento e Planejamento

Começo discutindo Desenvolvimento. Em meu conceito, um Plano de Desenvolvimento deve possuir um Foco. É muito difícil um Plano ter sucesso se não possuir um Foco bem definido, para o qual serão norteadas todas as energias, todos os esforços, todos os recursos disponíveis (ainda que escassos em sua forma conceitual).

Aqui dois extremos que não são antagônicos e nem radicais são importantes: a Visão e o Foco. É quase difícil senão muito complicado iniciar um negócio, um projeto, um propósito em qualquer setor da vida, em qualquer ambiente: social, econômico, cultural, educacional, governamental, empresarial se não ocorrer a construção e a declaração de uma Visão e de um Foco.

O que vemos, normalmente, é que tanto no nível (ambiente) governamental, quanto no ambiente empresarial, as pessoas, os diretivos, os executivos públicos e privados, anunciam que estabelecem visões para seus negócios, mas pouco se percebe onde desejam chegar e para onde são dirigidas essas visões.

Agora podemos discutir a Educação no Brasil. Leio em jornais, revistas, nas mensagens da Internet sobre os resultados da educação brasileira em todos os níveis. Em todas elas falam os autores de um tal de PDE – Plano de Desenvolvimento da Educação, o qual já rola pelas mesas burocráticas por um bom tempo e do qual não vemos muitos resultados substantivos em termos de conteúdo formativo em conhecimento, aprendizagem, capacitação, formação de uma consciência crítica para os estudantes brasileiros. Pelo menos é o que tem mostrado alguns dos testes como o PISA, que para mim não diferem muito dos exames que os alunos são AINDA obrigados a fazerem nas classes para provar (obviamente) que nada aprendeu durante um ano letivo, mas que terão que ficar dentro da média para mudar de classe.

Mesmo não aceitando esses exames, eles oferecem, no mínimo, uma abertura para que possamos ver que não estamos preparados para discutir questões óbvias de ciências, filosofia, línguas, etc., visto que se nossos estudantes pelo menos soubessem LER, INTERPRETAR, DESENVOLVER, ESTUDAR e REAPRENDER (L.I.D.E.R.) talvez eles não precisassem decorar textos para fazer provas e nem estas seriam necessárias para provar que alguém sabe realizar com proveito e eficiências estas cinco artes que compõe o Sistema L.I.D.E.R.

Mas, o que fazem com nossas crianças e jovens e, por que não, com nossos acadêmicos? O que vem acontecendo há séculos. Sim. Há séculos que vimos utilizando neste país o mesmo método “didático-pedagógico” que impõe ao estudante decorar para passar de ano. E apesar da decadência e da duvida no valor deste método conseguimos ter profissionais (e até cientistas) de gabarito em várias áreas de conhecimento.
O que difere aqueles que conseguiram se tornar profissionais e cientistas de renome daqueles que não conseguiram sequer concluir o curso elementar, médio ou superior, estudando em um ambiente pedagógico sem VISÃO, sem FOCO, sem conteúdo formador e transformador? Não creio que os bem sucedidos eram gênios de primeira linhagem (e até podiam ser!). Eles eram (e são) normais como outros mortais que freqüentam os nossos colégios e suportam a carga metodológica de professauros em diversas matérias e disciplinas. Creio, e aqui vou arriscar um palpite, que nossos grandes profissionais e cientistas são resultados de um processo de autoconhecimento e auto-formação ou, possivelmente, de uma visão positiva do futuro que eles traçaram como FOCO para si mesmo.

Então, em lugar de ensinar tantas matérias, tantas disciplinas meramente racionais e mediocremente assentadas em pautas fragmentadas de conhecimento, que nem mesmo os docentes sabem explicar por que, deveriam antes de tudo – e de forma propedêutica (será que ainda se lembram esses professauros o que significa isto?) – procurar ensinar-lhes a ser eles mesmos e a usarem suas próprias idéias e visões para desenvolver-se e alcançar o nível de aprender a aprender, primeiramente. Aprender a PENSAR e não a DECORAR. Mas não a pensar com o pensamento dos livros e dos docentes que lhe tentam ensinar algo que não é feito pelos próprios alunos.

Em outras palavras, deveriam ensinar os garotos e garotas a acreditarem em seus sonhos ou a formularem seus sonhos de vida e a partir deles suas visões de futuro positivas, e não a aprenderem os sonhos de seus professauros ou ser o que estes querem que sejam: iguais a eles. É isto que essa metodologia medíocre faz com os estudantes; por isso, quando vejo um estudante reprovado em um exame para mim são os seus professores que estão sendo reprovados; são os seus diretores que estão tendo uma administração reprovada; são as secretarias de educação e o próprio ministério que estão sendo reprovados; é um PDE que esta sendo reprovado.
Agora vejamos o que sucede com o Planejamento, tomando aqui como modelo o próprio PDE. Qual a visão do PDE, qual o seu FOCO? Não sei e nem tenho idéia de como os planejadores realizaram esse PDE, mas quando vejo um plano que quer realizar dezenas ou centenas de ações de uma só vez, ações que vão de criação e sustentação de creches até a criação de estruturas para novas universidades, para mim não se trata de um plano propriamente dito, mas de uma cesta de planos embutidos em um só, pois não é possível FOCALIZAR o desenvolvimento simultâneo dos projetos através de um mesmo organismo como o Ministério de (des)Educação para realizar um monstro administrativo desses.

Vem no bojo desse descalabro do ensino brasileiro (como muito bem salientou o Prof. Darcy Ribeiro, que tentou mostrar e até mostrou alguns caminhos para que se promovesse uma revolução educacional no país) um item fundamental que é a QUALIDADE. Se realizarmos uma apreciação do PDE segundo os pressupostos do KAIZEN ele seria de logo descartado como projeto ou plano para uma educação de qualidade. Aqui, KAI = MUDANÇA e ZEN = BOM (ou a MELHORAR) o que implica que Kaizen quer dizer mudar para melhor ou melhorar continuamente. Não tem nada com reformas. Nada disso me parece conter o PDE pelo menos em sentido além da retórica política.

Desde a república dos militares até hoje o que mais se tem falado é em EDUCAÇÃO. Quase, senão todas, as plataformas políticas de candidatos (para focalizar somente aqueles na nova república pós-militares – não falo em ditadura porque esta ainda continua sob o rótulo de democracia para enganar os trouxas e os crédulos em ideologias históricas – que assumem o papel de reformadores do cenário político nacional) apresentam “programas” voltados para a EDUCAÇÃO, mas nenhum, até agora, teve a coragem de realmente realizar um Kaizen no Ministério da (des)Educação. Por quê?
Para concluir, vi na Internet (e baixei para melhor apreciar) um vídeo que tinha como título: “Ler devia ser proibido”, divulgado pela UNIFACS, no qual o autor mostra como a leitura é importante, talvez mais importante mesmo, no meu conceito de educação, do que ralar cinco, dez, vinte anos em bancos de escolas, colégios e faculdades para obter um título ou diploma. Nada contra estudar em regime formal, mas LER antes de ESTUDAR é muito mais gratificante e mais proveitoso para a nossa formação a qual vai se completar através do estudo (formal ou não). Talvez aqui resida o fracasso dos famigerados exames como o PISA. Creio que, além do Kaizen para o dito Ministério também seria importante que se aplicasse nele um Projeto L.I.D.E.R. Talvez tudo ficasse diferente e além dessas reformas e planos mirabolantes para enganar os tolos eleitores e os ditos partidários ideológicos de todas as direções da rosa dos ventos política.

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

ADMINISTRAÇÃO, 45 ANOS

"Qualquer coisa que aconteça
Acontecerá para o seu bem;
O que está acontecendo,
Está acontecendo para o seu bem;
O que vai acontecer,
Também acontecerá para o bem
"
Bhagavad Gita

Hoje é um dia especial. Por isso não vou falar de técnicas, princípios e teorias de administração. Apenas vou postar idéias que penso sejam próprias para reflexões nesta data.

Amigos e Colegas Administradores:

Hoje não tenho muitos motivos para comemoração, mas apenas para reflexão e alerta sobre os cenários (possíveis e não possíveis) de ocorrer para os próximos cinco a dez anos. Sei que estou falando de algo óbvio. Mas, está justamente na nossa deficiência de percepção de detalhes (e o óbvio é apenas um detalhe) que nos deixamos levar pelas correntes ideológicas medíocres que estão assolando o país e o continente.

Como agentes de mudança, uma das nossas tarefas é o exame e o diagnóstico do estado de coisas que está operando dentro e fora de nossas organizações e, em especial, de nossa organização mental que vive presa (em muitos casos) aos modelos de ontem.

Acredito que já temos um bom plantel de administradores caminhando para um nível de maturidade significativo, visto que estamos há 45 anos de vantagem sobre as questões administrativas. Isto é importante e deve ser levado em conta nos momentos em que temos de tomar e implementar decisões.

Decidir em um país instável não é fácil e nestes 45 anos tivemos alguns exemplos interessantes de como não administrar um negócio, uma cidade, um país em situações críticas ou adversas sem levar seriamente em consideração os cenários críticos e adversos para permanecer em zonas de conforto que não agregam valor à vida, aos negócios, às pessoas e ao país.

Se Administrar é Mudar devemos fazer algumas reflexões, agora, sobre nossas próprias mudanças, administrando nossos conhecimentos, nossos comportamentos, nossas necessidades de sucesso.

Devemos estar conscientes de que estamos vivendo um mundo de novas e interessantes ideologias e que aquelas que ficaram lá nos muros da vergonha já não são mais agregadoras de valor e nem de vida.

Se desejamos um mundo melhor, mais educado, menos violento, menos corrupto, mais ético e moralizado, um mundo ganha-ganha em nossas comunidades, em nossas organizações e em nosso país, devemos pelo menos começar ou recomeçar uma nova década voltada para o desenvolvimento e não para uma (falsa) estabilidade negativa.

Acredito na Administração Consciente e Integral e nos Administradores verdadeiramente profissionais, por isso acredito que iremos promover as mudanças que todos anseiam a partir de agora, apesar das aberrações ideológicas que ainda estão vagando pelos quatro cantos deste país.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

MAIS UMA VEZ O “ERRO BRILHANTE” DA NATUREZA

É interessante como às vezes um tema gera debates produtivos e improdutivos. Em alguns casos mais improdutivos do que produtivos quando não acrescenta nada em termos de conhecimento e nem mesmo de dúvidas (?) como base para a aprendizagem.

É o que acontece quando lançamos um tema discutível e discursivo como este que trata de nossa própria formação considerando o contexto dos Quatro Elementos ou dos Quatro Grandes Vetores que completam o Ser Humano, como sejam: Espírito, Corpo, Emoção e Mente ou, pelo formato grego: Noosfera; Hilosfera: Biosfera e Logosfera.

Devido à nossa maior concentração de experiências aprendidas por imitação e, embora em menor escala, por criação, temos uma tendência interessante de ligarmos nossa formação material de imediato a poderes divinos seguindo uma base tradicional, conservadora de “acreditar” que uma força poderosa é responsável por tudo o que somos e o que fazemos.

É o tipo de discussão que sempre vem à tona quando estamos lidando com a evolução do Homem, seja em sentido material, seja em sentido cultural. Disto surgem as idéias que atribuem a nossa condição atual a uma regra de evolução ora divina, ora natural.

Para mim, qualquer dessas vias de evolução é interessante porque o que defendo como “erro brilhante da natureza” pode ser sustentado por ambas. A via divina defende que o homem nasce de uma luz que se faz por obra e graça do Espírito Santo e se consolida na forma de dois seres que habitam um ambiente natural, puro, sagrado e imutável ou completo, até que ambos resolvem provar de uma árvore que representava a Sabedoria.

Esta atitude os leva a perder o caráter de imortal e, para sobreviver têm que realizar trabalhos que até então não eram parte de suas vidas. Em outras palavras, enquanto não conheciam ou tinham acesso à Sabedoria aqueles dois seres se sentiam como animais completos naquele ambiente natural.

Portanto, ao nascer para a Sabedoria eles se tornaram seres inconclusos, embora esta via religiosa não interprete assim. Interessante nesta discussão é que a palavra religião que dizer, justamente, isto: re-ligar e isto implica que, não estando efetivamente ligado, o indivíduo esta incompleto sendo preciso, enfim, Conhecer ou Saber para conseguir re-ligar-se a fim de sobreviver no mundo.

Assim aconteceu, por esta via divina, com os nossos antepassados primitivos quando conseguiram ficar em pé e usar com eficiência criativa as mãos. E foi pelas mãos que o homem colheu aquela maçã que o fez saber-se um ser inconcluso. Até aquele momento ele não sabia que possuía uma ferramenta poderosa que lhe foi ofertada pela natureza, apesar de esta natureza não lhe ter criado como um animal completo como os demais.

Aqui começa a outra via de discussão, a qual não é aceita pelo grupo da evolução divina. Ao descobrir as mãos como uma importante ferramenta, aquele ser primitivo começa o seu ciclo de evolução no sentido de busca da Sabedoria cuja árvore está dentro de si mesmo e não em um paraíso.

O processo de hominização e humanização tem seu inicio na descoberta das mãos com o que foi possível melhorar o nosso cérebro em sua utilização não somente como equipamento de proteção, mas como um brilhante equipamento de criação. A partir deste momento os demais equipamentos de sobrevivência, tais como o sistema nervoso autônomo que era usado apenas para mantê-lo fisicamente vivo; os sentidos que eram usados apenas por impulso derivado do primeiro sistema e outros elementos orgânicos começaram a sofrer mudanças fantásticas.

Entre estas mudanças está a capacidade que ganhou o cérebro de decodificar o que os olhos percebiam e observavam como informações que até então eram usadas para fins de defesa e passam a ser utilizadas além dessa necessidade de segurança. É o começo do Pensar ação esta que é resultado da evolução da capacidade de perceber e de observar. Isto pode ser visto normalmente através do desenvolvimento de uma criança.

Assim, nosso cérebro como principal equipamento de nossa incompletude começa a buscar caminhos que possam nos levar a sermos seres completos e tudo começou com a percepção da importância das mãos como ferramenta de criar ferramentas. Se nisto existe algo de divino somos todos gratos. Se se trata de uma evolução natural, também somos gratos.

O importante, nisto tudo, é que ainda não conseguimos a desejada completude e continuamos nossa jornada no sentido de, algum dia, completarmos efetivamente nossos Quatro Elementos, tornando-os harmoniosamente equilibrados e, assim, pagarmos o tributo que devemos à mãe Natureza e a nosso Planeta.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O HOMEM COMO UM ERRO BRILHANTE DA NATUREZA

Venho discutindo com meus estudantes (há anos) sobre o Desenvolvimento Humano e a importância de aprendermos algumas artes tão importantes como as que são propostas no Sistema L.I.D.E.R. (do qual tratarei em breve).

Um dos pontos críticos que discutimos refere-se à angústia do Homem em sua luta para se completar como animal, uma vez que, entre os animais criados pela Natureza ele é o menos completo ou o inconcluso, tanto física quanto mentalmente.

Como podemos identificar esta incompletude? Quais os recursos que as ciências e o conhecimento humano atual dispõem para discutir as razões de o homem ser um Ser Inconcluso?

Este artigo (iniciado em 2007) tinha por objetivo expor algumas idéias que pudessem ajudar na identificação de respostas ou hipóteses para as questões aqui indicadas. Interrompi a sua construção para atender a outras necessidades de trabalho e de elaboração de artigos para os Blogs. Como aconteceu entre a Natureza e o Homem, a incompletude do artigo foi interessante porque neste intervalo de tempo pude ler muito mais material sobre os meus temas preferidos e relacionados com desenvolvimento de sistemas humanos.

Embora não existam muitos materiais escritos sobre um tema como este, visto que tudo que se produz em sentido literário (em sua maioria) e em sentido científico (também de forma ampla), como estudo do Homem e da Natureza, está orientado pela visão de uma metodologia cartesiana, reducionista e analista fragmentadora. Isto nos leva a admitir que, no momento, parece temeroso falar ou escrever sobre proposições que fogem do paradigma aceito e assentado pela academia e pelos estudiosos (com raríssimas exceções).

Assim é que escritores, estudiosos e pesquisadores têm pouco divulgado suas idéias, teses e hipóteses sobre uma temática Natureza-Homem que chegue a abordar o surgimento do Homo Sapiens como um erro da natureza. Tal erro, segundo minha perspectiva de estudo, parece-me que foi um erro brilhante, tendo em vista que, se na formação desta espécie animal não se chegou a completar a sua estrutura de cérebro, como ocorreu com os outros animais, ao começar a se conhecer melhor, o próprio Homem tentou e vem tentando encontrar essa completude.

Isto foi suficiente para que ele usasse a parte de seu cérebro, ainda em construção intelectual e incompleta em relação aos instintos de sobrevivência, para aprender a PENSAR e a FAZER as coisas de que carecia para poder continuar vivendo e sobrevivendo no mundo natural neste Planeta.

Neste campo de discussão vejo com bons olhos os trabalhos de Ken Wilber e de Marcelo Gleiser como muito interessantes para começarmos a entender melhor porque somos diferentes dos demais seres vivos.

Embora ainda não tenha lido de todo, pelo seu prefácio o livro de Gleiser: A Criação Imperfeita, dá para entender que o autor está perseguindo razões que justifiquem a incompletude do Homem, a eterna luta em busca do seu significado no cosmo. O mesmo encontramos no livro de Wilber O Projeto Atman.

Como identificar a incompletude do Homem em relação aos outros animais? Mostro isto aos estudantes usando como exemplo o nascimento de um animal, no caso uso o nascimento de um cavalo. Este animal já está completo em relação aos fatores básicos para sua existência e sobrevivência no mundo natural. Desde o nascimento ele já sabe fazer sozinho desde os primeiros movimentos até a busca pela alimentação, dependendo, muito pouco (ou quase nada: no caso apenas do leite materno no início) da mãe e de outros animais semelhantes, para sobreviver.

E o Homem? E nós, por que às vezes levamos a vida inteira dependendo da ajuda de outros para não perecer no ambiente natural?

Tal interrogante vem reforçar a minha idéia de multivíduo que expresso em outro artigo e justifico isto com a expressão O que é o Homem senão um Universo de Homens?

No Ambiente SHENG de estudo do Desenvolvimento e Amadurecimento de Sistemas Humanos (DASH) nosso interesse maior é elevar a pessoa do nível de indivíduo ao nível de multivíduo fazendo compreender que só é possível alcançar alguma forma de completude quando estamos vivendo em harmonia com o Outro e com a Natureza e não contra ambos (o Outro e a Natureza).

Neste sentido, nosso Programa CACHHH (Cooperação, Amorização, Colaboração, Humorização, Harmonização e Humanização) representa um dos caminhos para que a pessoa possa encontrar o seu nível de multivíduo, sobretudo quando se tem que viver e conviver com os abalos e movimentações organossísmicos que estão em todos os ambientes por onde anda o ser humano.

Vamos discutir nesta série de posts alguns temas relacionados com os fatores de superação da incompletude do Homem e relacionados com o Programa CACHHH e o Sistema L.I.D.E.R., bem como a importância de criarmos uma metodologia educacional que privilegie a formação do Homem Integral através do aperfeiçoamento dos seus quatro corpos principais: Noosfera, Biosfera, Hilosfera e Logosfera.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Administração é Essencial e a Gestão é Funcional – Parte II

Geralmente eu uso a palavra gestão quando estou me referindo aos elementos estruturais de desempenho de atividades e quando os elementos estruturantes estão funcionalmente atuando sobre os elementos aestruturais e envolvidos com a realização das ações projetadas para uma organização; e ainda mais porque esta palavra é fácil de ser assimilada pelos leitores ou executores das atividades gerenciais. Também a uso porque as pessoas que atuam diariamente sob a condição do senso comum procuram usar com freqüência em suas conversações diárias a palavra gestão para se referir ao trabalho gerencial ou mesmo de direção e coordenação dentro de uma empresa.

Contudo, torna-se necessário que as pessoas que atuam nos postos-chave de uma organização e que estejam exercendo ações e atividades administrativas não se utilizem do mesmo recurso de dizer que são gestores ou que estão desempenhando a gestão de suas áreas de trabalho porque eles estão mais além desta condição. Eles estão administrando e gerindo e não apenas gerindo uma área de negócio. Advirto meus estudantes para esta distinção entre o que se faz com senso comum e o que procede segundo critérios científicos.

Assim sendo, uma forma de se posicionar em relação ao uso destas duas palavras é observando que Administração é Ação (o que, quando e quanto) enquanto que Gestão é Atividade (como, onde e quanto). Em outras palavras: Administração é Eficácia e Gestão é Eficiência. Fazendo assim, torna-se mais fácil assumir o papel que realmente cabe a cada um no ambiente empresarial ou institucional. É importante salientar em relação à temporalidade que Ação aqui resulta em “produtos” intangíveis, imperecíveis, enquanto que os “produtos” resultantes da Atividade são tangíveis e perecíveis.

O profissional de Administração tem que ser formado com capacidade para realizar estas duas dimensões. E aqui entra o importante papel do Professor como administrador e gestor do conteúdo de suas disciplinas além, naturalmente, da significativa importância da interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade para a formação de um profissional de Administração.

Isto que dizer que o trabalho do Administrador é pensar e agir sobre o que, quando e quanto deve ser feito para se produzir algo, enquanto o trabalho do Gestor é fazer e atuar sobre o que deve ser feito e como, onde e quanto ser feito para que a organização seja bem sucedida em suas ações de desempenho, coopetitividade e lucratividade. A reunião dos dois resulta em efetividade para a empresa, instituição, etc.

Quero salientar, por exemplo, que, em se tratando de Administração e Gestão Estratégica, tem-se que: Estratégia é a Realização da Administração com a Gestão, isto é, que enquanto o Administrador estabelece os parâmetros da Estratégia (Eficácia) o Gestor realiza os parâmetros da Tática (Eficiência) para que a Operação seja bem sucedida (Efetividade), tudo isto em conjunto harmonioso dentro da simultaneidade sistêmica que permite a efetivação das ações e das atividades negociais. Considerando os produtos SHENG nós promovemos isto através do sistema CACHHH (cooperação, amorização, colaboração humorização, harmonização e humanização).

Existem autores (e pesquisadores) que estão escrevendo artigos e livros nos quais ressaltam que estamos saindo da era da Administração Estratégica para a da Gestão Estratégica, ou seja, do meramente pensar a Estratégia para o importante momento de fazer a Estratégia, e mais: de o que seja Estratégia para o como é a Estratégica e assim seguindo para todas as demais áreas que compõem uma organização. Para mim está havendo um erro de ênfase, tendo em vista a preocupação dos estudiosos, e também dos gerentes, com a competitividade quando, a partir de agora é mais importante estar atento para as variáveis que compõem a coopetitividade, orientando-se as empresas mais para vantagens comparativas, intuitivas, emocionais, cognitivas entre concorrentes, do que meramente para o confronto competitivo com os concorrentes.

Em suma, ambas são dimensões importantes para que os negócios sejam bem sucedidos, mas não adianta investir somente na formação de gestores em detrimento do desenvolvimento humano em administração, a menos que não se deseje obter resultados negociais e não se esteja interessado na efetividade organizacional. Penso que foi isto que ocorreu com o pessoal do curso de Gestão Ambiental, o qual, neste caso, estava orientado mais para como operacionalizar as questões ambientais desde o foco bio-ecológico, do que para administrar as questões ambientais negociais e, por isso, não lhe interessava as abordagens científicas próprias para aqueles que se dedicam a um aperfeiçoamento em administração e gestão de negócios.

Leituras sugeridas para orientar os profissionais e estudantes sobre esta discussão:
CARAVANTES, G. e BJUR, W. ReAdministração em Ação. São Paulo: MAKRON Books, 1996.
GUERREIRO RAMOS, Alberto. Administração e Contexto Brasileiro. Rio de Janeiro: FGV, 1983.
HENDERSON, Hazel. Construindo um mundo onde todos ganhem. São Paulo: Cultrix, 1998.
MORGAN, Gareth. Imagens da Organização. São Paulo: Atlas, 1996.
SILVA, J. M. da. A avaliação profissional e o processo educacional brasileiro: reflexões sobre a qualidade integral na educação. Vitória da Conquista: UESB, 2004.
WRIGHT, P., KROLL, M. J. e PARNELL, J. Administração Estratégica. São Paulo: Atlas, 2000.

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domingo, 13 de junho de 2010

A Administração é Essencial e a Gestão é Funcional – Parte I

Que me desculpem os entusiastas (e gurus) da Gestão, mas a Administração é Essencial. Vejo em muitos títulos de livro, de artigos, disciplinas e até em nomes de cursos de pós-graduação o uso (às vezes exagerado!) da palavra Gestão. Será que os usuários desta palavra sabem o que realmente estão fazendo ao usá-la? Vejamos um breve relato que serve para ilustrar esta questão.

Certa feita uma colega, profissional de Administração, teve a sua matricula recusada em um curso de pós-graduação Lato Sensu em Gestão Ambiental. Ato contínuo ela veio me procurar na qualidade de Delegado do CRA-BA para a Região Sudoeste, para se queixar e pedir que interferisse junto à Coordenação do Curso no sentido de matriculá-la, uma vez que ela era Administradora, o curso era sobre Gestão e, portanto, ela apresentava os principais requisitos para ser matriculada.

Antes de recorrer à Coordenação do curso, perguntei à reclamante as razões que lhe haviam apresentado no ato de recusa da matrícula no referido curso e ela me falou que lhe negaram a inscrição porque ela não estava habilitada a cursar visto que o conteúdo do curso era todo baseado em temas de Ciências Naturais tais como: Biologia, Ecologia, Biodiversidade, etc., os quais não tinham nenhuma relação com o histórico que ela estava apresentando como documento exigido para comprovação e aceitação no curso. Pela minha visão, ambos (Coordenador e Administradora) estavam certos e plenos de razão.

No caso da profissional de Administração havia a coerência para exigir a matricula porque o curso era de Gestão Ambiental e esta é uma das suas áreas de atuação profissional; segundo seu conhecimento, a gestão é parte intrínseca da Administração. Já o Coordenador, apresentava razões coerentes porque o programa do curso estava cobrindo temas relacionados com as Ciências Naturais e não com as Ciências Sociais Aplicadas.

Que fatores contribuem para que ocorram dificuldades de entendimento desta espécie? Qual o conceito de Gestão segundo o enfoque das Ciências Naturais (se tal existe) e o das Ciências Sociais Aplicadas como hoje se apresenta em todos os ambientes que exigem o desempenho de papeis e o envolvimento empresarial e educacional? Hoje é possível criar negócios em várias áreas de conhecimento humano e em todas elas ambas (Administração e Gestão) são necessárias.

Porém, o uso indiscriminado de uma palavra ou expressão idiomática pode levar as pessoas a exageros desnecessários e isto é o que vem acontecendo com a palavra Gestão. Quase todas as áreas de conhecimento humano, hoje, oferecem possibilidades de gestão e administração, porém, muitas dessas áreas vêm usando de forma abusiva esta palavra para justificar, talvez, as ações para gerir um processo técnico e científico que está sendo conduzido pela prática diária de atividades operacionais, sejam em laboratórios, sejam em ambientes organizacionais, sejam em processos funcionais de instituições científicas e sem fins lucrativos.

Contudo, muitos desses profissionais não estão bem preparados, do ponto de vista administrativo, em relação ao que significa Gestão em seu conteúdo orientado para as competências essenciais de suas profissões, pois somente o curso de bacharelato em Administração oferece condições e possibilidades de preparar e formar profissionais que podem atender, ao mesmo tempo, a Administração e a Gestão.

Isto implica em que não se exige necessariamente uma formação em Administração para se desempenhar as atividades de Gestor quando é requerido desempenho funcional em sentido específico, especializado. Porém em sentido administrativo e geral, torna-se necessário a participação do Administrador quando se trata de gerir os recursos e buscar através deles resultados e benefícios para a organização e para aqueles que a constituíram ou a mantêm, o que leva a questão da colega para um patamar que deixa a coordenação do curso de Gestão Ambiental plena de razão para recusar sua matrícula se esta última assertiva não se aplica ao curso.

Infelizmente esta confusão vai persistir por muito tempo e ainda mais porque os próprios Administradores se curvam em aceitar sem questionar a utilização da palavra Gestão em lugar de Administração quando no exercício de sua profissão, como vem ocorrendo no mundo dos negócios. Ainda podemos salientar que a palavra Gerente, que tem raiz em gerir, é sinônima da palavra Gestor, porém ambas não são sinônimas de Administrador, uma vez que até por conceito legal não atendem aos requisitos da Lei 4769 de 09 de setembro de 1965 que cria e dá suporte normativo a esta profissão.

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sábado, 15 de maio de 2010

Tectologia e Organotectônica

Uma Teoria para a Construção de Estratégia Social e Socioeconômica

Temos feito referência em alguns trabalhos e artigos ao nosso estudo sobre Prospectiva Estratégica Tectônica (PET) e sua importância para o estudo e solução de distúrbios, conflitos e perturbações de ordem econômica, social, psicológica, cultural e estrutural nas organizações. As idéias desenhadas para discutir e elaborar constructos relacionados com bases teóricas para a compreensão da PET nos levou a elaborar a metodologia que denominamos de Administração Estratégica Tectônica (ADETECT) como síntese desses trabalhos.

Aprofundamos nossas pesquisas envolvendo, principalmente, uma visão interdisciplinar entre Administração, Sismologia, Geofísica, Prospectiva, Teorias de Sistemas, da Complexidade e Teoria das Catástrofes, Teoria de Todas as Coisas, Holística, da Auto-organização, Autopoiese e outras tantas que estiveram em nossa mesa de leitura.

Apesar de ter visitado, lido, estudado e interpretado na medida do possível todas estas teorias como base de apoio para a construção dos Princípios Gerais de Administração Tectônica (que me parece uma expressão mais “digestiva” em relação a do PET, que, por si mesma é mais profunda e dirigida para níveis mais científicos que filosóficos), não havia percebido entre minhas leituras algo relacionado com a Tectology, teoria criada pelo cientista soviético A. Bogdanov.

Assim, para aproximar os nossos estudos interdisciplinares de Administração em conjunto com ciências da Terra e ciências do Cosmo, estou publicando trechos do artigo de John A. Mikes “TECTOLOGY: the natural philosophy of organization in/into complexities”.

A idéia vem a propósito de familiarizar os leitores sobre a nossa idéia de Administração Estratégica Tectônica (ADETECT), com denominações científicas ou nomes de ciências que não estão no dia a dia de nossas academias cartesianas de administração, economia, contabilidade, enfim, ditas ciências sociais. A seguir apresento tradução de alguns trechos para começar uma aproximação entre a Administração Tectônica e Tectologia.

*****
“TECTOLOGY” Resumos:

A Tectologia (Bogdanov 1922) é o "elo que faltava" das ciências naturais, a disciplina de 'auto-organização', a síntese de complexidades mais altas: a filosofia natural de organização i.e. de formação em/para complexidades mais altas; i.e. as regras de predição quando componentes se auto-organizam em uma unidade que desenvolve uma qualidade, diferente daquelas características observáveis nos componentes de montagem de complexidade mais baixa. Domínios da Tectologia: ciências dos materiais, de computação, física e ciências de vida, ciências cognitivas, economia e ciências sociais, desenvolvendo uma filosofia de ciência natural para pavimentar o caminho para o desenvolvimento das disciplinas práticas. Exemplos de complexidades de padrão: matrimônio, células vivas, corpo, sociedade de inseto, evolução, ecologia, mente, programa de computação, economia, idioma e escrita, exército, formações de galáxia, etc. (John A. Mikes)

De acordo com Bogdanov "A preocupação da Tectologia é a sistematização da experiência" organizada, pela identificação de princípios organizacionais universais: “todas as coisas são organizacionáveis, todos os COMPLEXOS só poderiam ser entendidos pelo seu caráter organizacional”. Isto é (historicamente) a primeira identificação de “complexos” filosóficos nas ciências naturais, para denotar uma combinação de elementos de ‘atividade-resistência’. Bogdanov considera que qualquer complexo deve corresponder a seu ambiente e adaptá-lo. (Um complexo organizado e estável é maior do que a soma de suas partes). Em Tectologia, o termo ‘estabilidade’ refere-se não a uma estabilidade dinâmica, mas à possibilidade de preservação do complexo em um dado ambiente. Um ‘complexo’ não é idêntico a uma unidade grande, complicada, difícil de compreender. Posteriormente Bogdanov criou uma concepção única, como a primeira tentativa ‘moderna’ de formulação de uma lei mais geral da organização. A Tectologia foi criada por Bogdanov para conduzir questões tais como holística, fenômeno emergente e desenvolvimento sistêmico. (John A. Mikes)
(...)
Esta nova ciência construtiva edifica os elementos em uma entidade funcional por uma ciência das leis gerais que determinam a organização. De acordo com o seu princípio “empírio-monístico” (1899) ele não reconhece diferenças entre observação e percepção e assim cria o começo de uma ciência empírica geral, supradisciplinar (contudo não sobrenatural). No seu tempo de visão muitíssima psicanalista, o ponto de partida da investigação de Bogdanov era a ‘organização’, como uma unidade expediente. Realmente significou o berço da Ciência de Sistemas e do Holismo. O “todo” em Tectologia, as leis de integridade foram derivadas mais de como os biologistas vêem o mundo do que como os psicanalistas o vêem. Considerando os três ciclos científicos que compõem a base da Tectologia (matemático, físico-biológico, e natural-filosófico), é do ciclo físico-biológico que os conceitos centrais foram tomados e universalizados (Peter Dudley – Simona Pustylnik, 1995). O ponto de partida em “Universal Science of Organization – Tectology” (1913-1922) de Bogdanov é: a natureza tem um caráter geral, organizado, com UM CONJUNTO DE LEIS DE ORGANIZAÇÃO PARA TODOS OS OBJETOS. Está contido em um desenvolvimento interno de unidades complexas, como implicado pelo “macro-paradigma” de Simona Pustylnik que induz conseqüências sinergística em um fenômeno adaptável de montagem (1995). A ótica visionária de Bogdanov de natureza era: de uma ‘organização’ com uma interconexão entre sistemas. Ele estava precedendo a Ciência Geral de Sistemas de L. von Bertalanffy e as escolas modernas de sistemas complexos auto-organizados. Lênin (e Stalin posteriormente) considerou a filosofia natural de Bogdanov uma ameaça ideológica para o seu materialismo dialético revolucionário (o que realmente não era) e pôs tectologia para dormir. (John A. Mikes)

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Como se pode perceber nestes resumos, tanto a Tectologia quanto a Organotectônica ou Administração Tectônica estão engajadas em contribuir para os Princípios Gerais de Administração (PGA) e para o fortalecimento das ciências sociais não como disciplinas isoladas, estanques/estáticas, mas como um conhecimento amplo e multidisciplinar. Creio que é chegada a hora de acabarmos com esta retrógrada separação do conhecimento em disciplinas isoladas, individuais e estáticas.

Principalmente para o profissional de Administração ter um conhecimento inter-multi-pluridisciplinar (Cf. Edgar Morin: A Cabeça Bem-Feita e nosso Blog: http://blogs.universia.com.br/dialogos) é muito importante na medida em que o mundo dos negócios vai se tornando cada vez mais turbulento e complexo nesta Quarta Onda de Globalização.

domingo, 2 de maio de 2010

SISTEMAS HUMANOS: DO INDIVÍDUO AO MULTIVÍDUO

As ciências realizaram o que acreditavam ser sua missão: dissolver a complexidade das aparências para revelar a simplicidade oculta da realidade; de fato, a literatura assumia por missão revelar a complexidade humana que se esconde sob as aparências da simplicidade.

Edgar Morin (A Cabeça Bem-Feita)

O que fez a ciência senão transformar o complexo no simples, a multividualidade na individualidade? As Artes e as “Ciências Artes” (Literatura, Artes Plásticas, Ciências Sociais e Humanas, História, Geografia, Antropologia, Sociologia e Psicologia), ao contrário das Ciências Exatas, procuraram, como o fizeram até agora, identificar e decodificar a complexidade na simplicidade e não para a simplicidade. Isto pode ser agora, ousadamente, posto como a busca da Multividualidade na Individualidade e não para a individualidade apenas.

Na Administração Integral e Holística dizemos que a Ciência Exata (dura, cartesiana) decodificou o homem como um indivíduo, transformando-o em um recurso usável e descartável no ambiente das revoluções industriais, enquanto que a Ciência Arte (mole, flexível, holística) reconstruiu o homem em sua totalidade, em sua multividualidade, considerando-o como um Sistema Humano complexo e não descartável, desconstruindo o conceito de recursos humanos. Aqui reside o Projeto SHENG: ser um ambiente de Ciência Arte, Ciência e Arte ou apenas Arte para promover o ser humano como um sistema e não como um recurso.

O que é o Homem senão um Universo de Homens? Cada um de nós representa um somatório de todos os homens que habitaram e habitam o Planeta; representa um conjunto complexo de indivíduos e não apenas um mero indivíduo como foi e ainda está sendo considerado pela ciência.

O Homem é uma metáfora complexa e não uma simples frase que implica em tratá-lo como recurso pela tecnologia management. Tal qual o Planeta Terra ou os planetas no cosmo, ele vibra ao viver e vive para vibrar, para sacudir. Ele pode ser ao mesmo tempo simples como uma brisa marinha (suave) e complexo e destruidor – quando em estado entrópico positivo – ou complexo e construtor – no estado entrópico negativo – como um furacão: ele é ao mesmo tempo circulação e translação, borda e núcleo. As distinções não cabem em fórmulas duras, mas em proposições moles e suaves.

Daí a ocorrência dos humanomotos que são em nanossentido o equivalente em megassentido ao terremoto, ao maremoto, ao furacão (terra, mar e ar). Isto nos remete ao estudo que estamos efetuando e que chamamos de Administração Estratégica Tectônica, que juntamente com outros trabalhos realizados dentro de nosso Ambiente SHENG será aqui apresentada inicialmente de modo sumário e, depois, em forma de eBook.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

QUEM SOMOS

O Ser Humano não é um “recurso manipulável”. É, antes de tudo, um Realizador e um Creador de resultados desejados

QUEM SOMOS

Preferimos começar dizendo quem não somos porque é mais difícil falarmos daquilo que não sabemos como fazer do que daquilo que pensamos que sabemos fazer. Deste modo podemos dizer que não somos produtores de modismos, nem somos consultores de senso comum.

Não somos mais um grupo que se apodera de alguns conhecimentos e começa a vendê-los como sendo a salvação dos negócios, nem somos os racionalistas que conseguem convencer as pessoas com alguns números para fazê-las acreditar que o que estão dizendo pode contribuir para aumentar os seus resultados desejados.

Não somos profissionais que têm respostas prontas para todas as perguntas que o cliente formula porque sabemos que somente os clientes têm respostas para seus próprios problemas e cabe-nos a tarefa catalisadora de facilitar o caminho para que eles descubram suas soluções.

Portanto, se não somos nada disto, então o que fazemos que seja capaz de dizer o que somos e que pode nos tornar diferente de outros profissionais?

Simples. Somos uma equipe de profissionais, transdisciplinar, que está interessada no futuro de nossos clientes e também nos nossos futuros, claro, porque é no futuro que estaremos realizando as ações que estamos desenvolvendo hoje; e o mesmo ocorre com nossos clientes. É no futuro que nossos clientes irão se realizar com SHENG (sucesso, realização) e, por isso, o passado só nos interessa como espelho para vermos até que ponto as coisas que deveriam ter sido feitas não foram feitas devidamente ou foram feitas erradamente, e assim construirmos os parâmetros que possam nos conduzir, com efetividade, além das montanhas porque é lá que estão as oportunidades: no futuro e não no passado. Quanto mais empreendedores forem nossos Clientes-parceiros maiores são as oportunidades de negócio e com elas as suas e as nossas chances de SHENG.

FILOSOFIA

Nossa Filosofia tem por base a Inclusão e o Engajamento de nossos Clientes-parceiros em nosso negócio e procura contribuir para que eles sejam competitivos e também inclusivos e engajados com seus clientes e alcancem e mantenham sucesso em seus investimentos porque clientes bem sucedidos é o nosso sucesso. Primamos por um circulo virtuoso de co-criatividade, no qual todas as partes e pilares sejam atuantes reais (ou virtuais), mas que estejam sempre e continuamente dentro do nosso negócio.

DIRETRIZES E VALORES

Nossas Diretrizes e Valores se baseiam em Flexibilidade, Capacidade para Escutar, Empatia, Acessibilidade e Assertividade, Confiabilidade, Credibilidade, Ética, Empowerment, Sinergia e Resiliência. Assim sendo, pensamos em:

Criar conhecimentos e estudar os conhecimentos já criados no sentido de melhorar, cada vez mais, a cultura administrativa através dos trabalhos em sala de aula, em laboratórios, em palestras e consultorias, no ambiente produtivo de cada empresa, e tornar público e divulgar todas as novas idéias sonhadas e realizadas nos estudos e pesquisas para compartilhá-los com as pessoas, os colegas, as instituições e empresas-cliente.

VISÃO

Contribuir para que os clientes encontrem as soluções desejadas para seus problemas administrativos e negociais. Tornar-se uma referência Nacional em: Desenvolvimento Estratégico de Sistemas Humanos, Empreendedorismo, Cooperativismo e Administração Estratégica de Qualidade Integral nos próximos cinco anos.

MISSÃO

Desenvolver, criar e implementar projetos de Desenvolvimento e Amadurecimento de Sistemas Humanos e de Qualidade Integral para nossos Clientes-parceiros que tenham como conseqüência o aumento da produtividade e da lucratividade empresarial.

OBJETIVO

Produzir e implantar projetos de Desenvolvimento e Amadurecimento de Sistemas Humanos Administração Estratégica de Qualidade Integral, de Sistemas L.I.D.E.R. e de Sistema CACHHH específicos e próprios para cada Cliente-parceiro;

FOCO

Nosso foco é SHENG, ou seja, ascensão, promoção, transformação. Em uma palavra tudo isto significa: Realização e Sucesso. Portanto, nosso FOCO é o Ser Humano Integral.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

EMPRESA SHENG

O QUE É UMA EMPRESA SHENG?

Uma Empresa SHENG é uma organização saudável, rica em conhecimentos, desperta para um mundo que focaliza a felicidade e conta com uma governança centrada em um Sistema de Administração Integral. É uma empresa inclusiva e engajada, na qual os seus colaboradores são todos empreendedores corporativos e consultores internos interessados no desenvolvimento e permanência do negócio e, sobretudo, com um foco sincero e forte nos clientes externos a fim torná-los, também, inclusivos e engajados em relação aos propósitos, valores, missão, visão, objetivos e metas da empresa.

Os produtos SHENG têm como base fundamental o Homem Integral. A ascensão progressiva de todos: da empresa, dos clientes, das comunidades próximas e mesmo distantes.

A Cooperatividade é o marco inicial para a ascensão ao topo da montanha. Ir além das montanhas representa o grande desafio de nossa empresa e de nossos clientes. Ambos, SHENG E CLIENTES, desejam com humildade, flexibilidade, confiança mútua e integridade enfrentarem os obstáculos de ascender ao topo das montanhas do futuro, a partir de AGORA.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

BEM-VINDO AO BLOG SHENG.ADM

SHENG é Ascensão.

Em um resumo do I Ching está descrito: Assim como a semente se esforça para sair da terra e encontrar a luz, a pessoa sábia procura subir pelo esforço contínuo e perseverante. Hexagrama 46.

Na terra crescem árvores, ascendendo. Assim, o Homem Superior, cuidadoso de suas virtudes, constrói a partir do pequeno uma grandeza majestosa.

Você está na página de uma nova forma de promover consultoria. Uma consultoria para uma nova era – A Era do Homem Integral – e para a busca e construção da empresa efetiva, da empresa feliz. Aqui você vai encontrar produtos diferentes em conteúdo e em desempenho comparados com aqueles comumente encontrados nas páginas de consultorias com visão mecanicista e pragmática do mundo. Aqui você não vai encontrar mais um modismo nem uma solução miraculosa que deu certo em alguma empresa. Aqui SUA empresa é a EMPRESA com vida própria, personalidade própria e seguindo valores próprios e únicos: os seus valores.

A SHENG está orientada para gerar produtos que possam promover o Desenvolvimento Humano das Organizações porque considera que o Homem não é um mero recurso para ser utilizado e descartado como um material usado, como vem ocorrendo (ainda) no mundo dos negócios, em especial nas regiões paradoxais, onde as novas tecnologias sociais e empresariais chegam mais lentamente.

Para este Reservatório de Talentos SHENG (SHENG THINK TANK), o Ser Humano é antes de tudo um sistema complexo capaz de realizar ações maravilhosas, especialmente quando ele investe na auto-formação, no auto-conhecimento e se sente livre para criar.

O propósito maior da SHENG é tornar os Sistemas Humanos criadores e criativos dentro das Organizações, observando as condições culturais de cada cliente.

Criar, dentro do conceito SHENG de negócio, é Libertar e é fundamental que se possa promover a liberdade dos Sistemas Humanos dentro das Organizações Integrais para que, assim, se alcance resultados enriquecedores para a vida de todos.