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Livro Digital

domingo, 2 de maio de 2010

SISTEMAS HUMANOS: DO INDIVÍDUO AO MULTIVÍDUO

As ciências realizaram o que acreditavam ser sua missão: dissolver a complexidade das aparências para revelar a simplicidade oculta da realidade; de fato, a literatura assumia por missão revelar a complexidade humana que se esconde sob as aparências da simplicidade.

Edgar Morin (A Cabeça Bem-Feita)

O que fez a ciência senão transformar o complexo no simples, a multividualidade na individualidade? As Artes e as “Ciências Artes” (Literatura, Artes Plásticas, Ciências Sociais e Humanas, História, Geografia, Antropologia, Sociologia e Psicologia), ao contrário das Ciências Exatas, procuraram, como o fizeram até agora, identificar e decodificar a complexidade na simplicidade e não para a simplicidade. Isto pode ser agora, ousadamente, posto como a busca da Multividualidade na Individualidade e não para a individualidade apenas.

Na Administração Integral e Holística dizemos que a Ciência Exata (dura, cartesiana) decodificou o homem como um indivíduo, transformando-o em um recurso usável e descartável no ambiente das revoluções industriais, enquanto que a Ciência Arte (mole, flexível, holística) reconstruiu o homem em sua totalidade, em sua multividualidade, considerando-o como um Sistema Humano complexo e não descartável, desconstruindo o conceito de recursos humanos. Aqui reside o Projeto SHENG: ser um ambiente de Ciência Arte, Ciência e Arte ou apenas Arte para promover o ser humano como um sistema e não como um recurso.

O que é o Homem senão um Universo de Homens? Cada um de nós representa um somatório de todos os homens que habitaram e habitam o Planeta; representa um conjunto complexo de indivíduos e não apenas um mero indivíduo como foi e ainda está sendo considerado pela ciência.

O Homem é uma metáfora complexa e não uma simples frase que implica em tratá-lo como recurso pela tecnologia management. Tal qual o Planeta Terra ou os planetas no cosmo, ele vibra ao viver e vive para vibrar, para sacudir. Ele pode ser ao mesmo tempo simples como uma brisa marinha (suave) e complexo e destruidor – quando em estado entrópico positivo – ou complexo e construtor – no estado entrópico negativo – como um furacão: ele é ao mesmo tempo circulação e translação, borda e núcleo. As distinções não cabem em fórmulas duras, mas em proposições moles e suaves.

Daí a ocorrência dos humanomotos que são em nanossentido o equivalente em megassentido ao terremoto, ao maremoto, ao furacão (terra, mar e ar). Isto nos remete ao estudo que estamos efetuando e que chamamos de Administração Estratégica Tectônica, que juntamente com outros trabalhos realizados dentro de nosso Ambiente SHENG será aqui apresentada inicialmente de modo sumário e, depois, em forma de eBook.

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