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Livro Digital

sábado, 8 de junho de 2013

SOBRE CRISES E TURBULÊNCIAS
Quando termina o trabalho de um bom líder, as pessoas dizem "Nós mesmos fizemos".
Lao-Tzu
Relendo as mensagens e artigos que publiquei no Blog http://jovinodash.blogspot.com, encontrei um tema que deve ser relido de vez em quando a fim de alertar nossa memória de curto prazo. O tema é sobre crises e turbulências no mercado, na administração, na política e na própria cultura dos países e comunidades socialmente organizadas. Coletei apenas a segunda parte deste tema para reprisar aqui. Se o leitor desejar ler as demais partes pode visitar o Blog clicando no link acima.

Vale salientar que estamos atravessando uma das piores crises de competência em sentido político e administrativo, senão também econômico e ecológico enquanto a mídia controlada pelo estado continua apenas noticiando o que interessa às velhas raposas políticas que domina o poder do país, independente da ideologia partidária que assuma o controle executivo de nossa administração pública. Por isso precisamos estar sempre realimentando a curta e volátil memória dos colegas e dos leitores reeditando textos e divulgando ideias que podem nos ajudar a Pensar. Estamos em plena campanha política, gastando os recursos escassos do estado e jogando para debaixo do tapete da incompetência os problemas críticos relativos a saúde, educação, logística, ônus tributário excessivo, violência de adolescentes, e outros casos que passam a ser descasos quando se trata de alcançar uma reeleição.

Aproveito para reeditar esta parte do artigo convidar os leitores para, seriamente, apreciarem a possibilidade de não reeleger ocupantes de caros legislativos e executivos que estão fazendo vista grossa para a depredação da economia, do projeto de reorganização econômica e social que se tentou fazer e que está sendo redirecionado para a permanência no poder de políticos que não estão preocupados com o futuro do país.

A figura acima é um selo para alertar e lembrar que devemos nos opor à reeleição daninha que vem atrofiando o desenvolvimento socioeconômico do país. Vale a pena pensar nisto sem qualquer emoção negativa e sem qualquer paixão ideológica desenfreada. Não estamos sendo anti-ideológico. Apenas estamos tentando resgatar uma Utopia Positiva e Criativa para que nossos descendentes não digam que nossa geração foi incompetente, improdutiva, não-criativa, e desligada dos problemas que se acirram hoje e que terão maiores reflexos (e negativos) amanhã. É sugestivo reler (ou ler para aqueles que estão visitando agora o site) a Parte III deste artigo.

Este assunto sobre a crise socioeconômica que está a suceder no mundo é muito interessante e tem servido para a criação de inúmeros artigos. Todos os sites relacionados com Empreendedorismo, Economia, Finanças, Gestão, Administração que tenho visitado apresentam artigos de autores conhecidos, desconhecidos, de CEOs a professores e acadêmicos. Nos Blogs, o assunto que rola é crise, quebradeira e outros fatos relacionados com o (pseudo) fim do capitalismo. Não era minha intenção ampliar este debate com ideias que tenho defendido sobre a incompetência gerencial pragmática (que está mais recheada de gestão que de administração) de economizar e manter a margem de lucro utilizando a já batida solução de demitir pessoal. Interessante que o empresário capitalista pragmático lucra com os esforços e energias do trabalhador ou com a sua demissão nos momentos de crise.

Pela minha ótica administrativa dever-se-ia demitir, primeiro alguns chefes e extinguir o departamento de Recursos Humanos e criar o de Desenvolvimento de Sistemas Humanos, bem como mudar totalmente o departamento de Marketing para Departamento de Engajamento de Clientes com um dos principais propósitos de convidar os clientes para administrar suas próprias compras. Aliás, as grandes indústrias são as empresas que mais demitem pessoal em momentos de crise o que prova que tamanho não é documento para definir competências administrativas. E são as que mais ganham com as crises. Os valores ou índices que divulgam para expressar queda de lucros e outras ocorrências empresariais, nem sempre representam a realidade contábil-financeira da empresa.

Estou concluindo a leitura do livro Você Está Louco!, de Ricardo Semler, que comentarei no Blog Diálogos para o Futuro, e seria sugestivo que empresários, políticos, professores e estudantes de Administração, Economia e Contabilidades lessem este livro. Creio que os empresários, em especial de médias e grandes corporações, teriam uma boa oportunidade de fazer benchmark com algumas das ideias e práticas administrativas de Semler.

Volto a minha discussão sobre os abalos sísmicos que vêm acontecendo nas organizações para reforçar minhas ideias de uma Administração Estratégica Tectônica (ADETect) não apenas porque o momento é propício diante das evidências de fechamento de mais um grande Ciclo K (de Kondratiev) da economia glocal, mas porque penso que as técnicas desta metodologia são para qualquer ocasião mesmo que se esteja em estado de calmaria ou de bonança.

As ideias que estou desenvolvendo sobre a ADETect tomam como referência as geociências, o que não é nada especial uma vez que, atualmente se fala muito em DNA de negócios tendo como inspiração as biociências. Aliás, vira e mexe e a Biologia é parceira da Administração em muitos temas e até princípios gerais de administração, como foi o caso da TGS (Teoria Geral dos Sistemas).

Já usava a ADETect em minhas atividades profissionais, porém sem estabelecer uma codificação ou uma terminologia, ou mesmo escolher uma metáfora, que explicasse cada ação para tomar decisões, em especial no ambiente de negociações de compra ou em ambiente de conflito funcional. Como consegui crescer em termos de conhecimento e aprendi muito nessas várias décadas de trabalho, acabei descobrindo que ocorrências como as crises e as turbulências socioeconômicas se assemelhavam às turbulências que ocorrem no Planeta e nas Galáxias (embora em sentido micro ou nanocósmico). Nas geociências são denominadas entre outras de terremotos, furacões, tsunamis, etc. Todos esses fenômenos terrestres ou galácticos têm um foco que, no caso da tectônica de placas, foi chamado de epicentro.

Pois bem, o que proponho em meu trabalho é justamente a localização dos epicentros relacionados com os fenômenos ou evidências administrativas (ou organizacionais) como ponto de partida para a solução de problemas. Por exemplo, dentro das grandes empresas podem existir vários epicentros para vários tipos de fenômenos ou várias evidências administrativas. Igualmente, as empresas podem ter seus transtornos, turbulências, tsunamis devido a epicentros que estejam fora, no ambiente estratégico externo.

Nas pequenas empresas os epicentros internos são poucos e facilmente detectáveis, para a felicidade dos microempresários, o que se pode perceber pelo número de demissões que é bem menor nas pequenas empresas em comparação com as grandes empresas. Para começar a manter uma linguagem mais sociável vou chamar de organocentro o ponto ou lócus de evidência dos organomotos e econocentro e sociomotos, sociocentro, os fenômenos e evidências de turbulências que acontecem no ambiente externo.

Você pode aludir que se demite mais nas grandes empresas devido ao tamanho e ao grande número de colaboradores. Pode até ter sentido sua alusão, mas penso um pouco diferente quando avalio a partir dos princípios da ADETect. Considero a questão tipicamente de baixo grau de competência administrativa em lidar com o elefante. No caso da pequena empresa você está lidando com uma cotia ou um tapir. Através da Administração Tectônica o que proponho é estudar vários organocentros dentro da empresa e não se prender a apenas um ou dois, como no caso a folha de pagamento ou os números da contabilidade estática.

Na crise, além de ser criativo e inovador, o empreendedor deve ser racional também, e neste caso destrua o organograma, esqueça os níveis hierárquicos, acabe com as chefias e gerências e passe tudo isto para o pessoal de chão de fábrica. Administre sem Gerentes. Crie várias micro ou pequenas empresas dentro de sua empresa (pequena ou grande): uma para cada organocentro onde se evidencie a possibilidade de um movimento organossísmico. Este é o momento de você mostrar que é Administrador e não meramente um gestor de atividades e especializações baseadas no passado. Além de Ser Empresário seja Empreendedor. E use a epígrafe como sua missão ou parte dela.

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